- 2024
- año de publicación
- 416
- páginas
- portugués (Portugal)
- idioma
- Softcover
- tipo de cubierta
- Editorial
- companhia_das_letras
- ISBN-13
- 978-98-9787-620-2
- EAN
- 9789897876202
- Fecha de publicación
- 2024-05-01
- Libro
- Enquanto Lisboa arde, o Rio de Janeiro pega fogo · 1 edición
« Terão acontecido terramotos, pragas e guerras, mas só um homem, esperando uma mulher que não apareceu, tinha a importância daquilo que fica para sempre.» Com a cabeça a prémio e uma encomenda secreta para entregar, um homem sem nome foge de Lisboa para o Rio de Janeiro. Leva consigo o desejo de começar uma segunda vida, no Novo Mundo dos trópicos, a fim de esquecer um passado desastroso e um Portugal afundado na depressão coletiva da grande crise financeira do século. No Rio de Janeiro, encontra a exorbitância da Natureza, o mar, os morros, a selva, o sexo e a paixão por uma mulher que mais parece fogo-posto. Mas o paraíso tem os dias contados, e a entrega da encomenda lança-o na teia da cidade maravilhosa: das penthouses do Leblon ao cume da favela do Vidigal, da Serra dos Órgãos a uma ilha deserta, o explorador enamorado protagoniza uma perigosa odisseia na companhia de terroristas bascos, sobreviventes do Holocausto e foras-da-lei internacionais. Se os escandinavos têm o policial noir , da opressiva planura da neve e dos dias com poucas horas de sol, então, este é um exuberante exemplo do technicolor luso-brasileiro, a rebentar de luz e calor, garrido no céu e no mato, destravadamente romântico e obsessivo com a fruição do corpo. Os elogios da crítica: « Uma prosa que leva tudo à sua frente, uma sabedoria precoce, feita de experiência e imaginação, […] a lição aprendida com os mestres do cânone ocidental, que se foi apurando de Homero a Dickens; e, enfim, essa capacidade de nos envolver, que é marca dos grandes escritores.» António-Pedro Vasconcelos « Hugo Gonçalves encontra-se claramente entre os melhores da nova literatura portuguesa.» Vítor Quelhas, Expresso Sobre Revolução : « O melhor romance português do ano. […] Revolução evidencia uma unidade coerente, trespassada por uma pulsão dionisíaca, mantendo um contínuo de picos dramáticos conjugados com nós de suspense .» Miguel Real , Jornal de Letras « Já tínhamos lido quase tudo sobre clandestinidade e euforias e sobressaltos do PREC. […] Encontra este livro o rasgão, a fenda, a passagem secreta? Encontra. […] Aqui não há heróis, mesmo se todos aqueles que se cruzam connosco nestas páginas em algum momento afrontam os deuses e a morte.» Fernando Alves « Um romance na esteira de autores como Hillary Mantel, Pat Barker e mesmo Tolstói.» Helena Vasconcelos , Público « Uma odisseia familiar, cheia de contradições e diferentes experiências da liberdade, num retrato literário inédito.» Luís Ricardo Duarte, Jornal de Letras Sobre Deus Pátria Família : « Deus Pátria Família agarra o leitor pelos colarinhos […]. Podemos lê-lo como um policial, uma reconstituição histórica, um questionamento religioso, um estudo de personagens, um enredo com pontas bem atadas. Mas talvez seja, acima de tudo, um desafio ao leitor: o de se rever hoje no que o passado já experienciou. Ler para não radicalizar.» Luís Ricardo Duarte, Visão « A escrita ágil, precisa, exuberante de Hugo Gonçalves recupera, na perfeição, o ambiente de medo, desconfiança e perigo da cidade durante a Guerra. […] Hugo Gonçalves consegue a proeza de conjurar, com a sua escrita, um Portugal ‘amordaçado’.» Helena Vasconcelos, Público Ler mais Ler menos
