- 2026
- año de publicación
- 160
- páginas
- portugués (Brasil)
- idioma
- Softcover
- tipo de cubierta
- Editorial
- Companhia das Letras
- ISBN-13
- 978-85-3594-629-1
- EAN
- 9788535946291
- Fecha de publicación
- 2026-08-04
- Libro
- Cartas · 1 edición
Ao longo de quatro décadas, Erico Verissimo e Jorge Amado trocaram cartas sobre literatura, política, amizade e os rumos do Brasil. Entre confidências, divergências e afetos, esta correspondência inédita revela dois dos maiores escritores brasileiros do século XX em diálogo permanente contra a censura, o autoritarismo e a intolerância. Antes de se tornarem nomes centrais da literatura brasileira, Erico Verissimo e Jorge Amado eram jovens escritores tentando compreender o país e a própria vocação literária. É o que vemos neste Cartas : uma reunião de correspondências entre os dois que atravessaram continentes, governos e transformações pessoais, registrando uma amizade construída apesar da distância e alimentada por mútua admiração. Entre relatos cotidianos, consultas e conselhos sobre suas produções em andamento, e reflexões sobre o papel do intelectual público, emerge um retrato singular do século XX brasileiro, elaborado a partir da perspectiva de dois autores conscientes do papel político da literatura na sociedade e dispostos a confrontar qualquer tipo censura. Organizada por Paloma Jorge Amado e Bete Capinan, esta coletânea reúne trocas históricas, memórias afetivas e testemunhos literários de enorme valor. Com texto recuperado de Luis Fernando Verissimo e orelha de Fernanda Verissimo, o livro oferece ao leitor não apenas o encontro entre dois grandes mestres da literatura, mas também uma celebração da amizade, do diálogo e da vida intelectual brasileira. “Há tantas similaridades como diferenças entre esses dois homens. Partilhavam grande sucesso editorial, uma pequena implicância de certa crítica e a participação ativa como intelectuais públicos. Tinham personalidades quase opostas e discordavam em muita coisa, o que faz da correspondência aqui reunida uma amostra da possibilidade de se manter um diálogo sempre fraterno e uma admiração mútua à despeito de qualquer divergência. Eram acima de tudo humanistas apaixonados pelo Brasil.” — Fernanda Verissimo
