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Aposto tudo numa elegância ferida1 / 1
Edición · 2026-09-01 · Softcover

Aposto tudo numa elegância ferida

AFAndreia C. Faria
2026
año de publicación
200
páginas
portugués (Portugal)
idioma
Softcover
tipo de cubierta
Editorial
companhia_das_letras
ISBN-13
978-98-9589-847-3
EAN
9789895898473
Fecha de publicación
2026-09-01
Libro
Aposto tudo numa elegância ferida · 1 edición
La editorial sobre esta edición

« O coração retira-se de todas as coisas», mas Andreia C. Faria constrói histórias com os sedimentos do músculo mais plástico de todos: sonhos que assombram noites, e também alguns dias; gestos mecânicos feitos por quem trabalha e que lembram como são brutas as metáforas; um amor juvenil que sugere, como num jogo, a violência do sexo e a difícil intimidade; a visita a museus onde se descobrem afinal enganos do olhar e uma perpétua perturbação; o saque de memórias da terra, da infância, da pobreza; o desejo de regresso ao ventre materno, antídoto para certos ódios e certos amores; oráculos da carne e do espírito, que pouco consolam; uma juventude de longos cabelos e raparigas em flor; Tróia e outras guerras, outras perdas. Aposto tudo numa elegância ferida revela-nos Andreia C. Faria como artífice de uma prosa sem paralelo na literatura portuguesa, que dá forma a um imaginário poético cru, lúgubre e melancólico, tão luminoso como a mais depurada educação sentimental. Há livros que se cosem ao tecido do mundo, e há livros que, como este, tecem o corpo do mundo. « O recomeço de uma escrita que tem a capacidade de criar um mundo complexo e prodigioso […]; a apoteose de um espaço literário que produz estranheza e loucura (como, de outra maneira, o dos contos de Herberto Helder), a partir de matéria lisa e banal. Tudo aqui surge cruelmente desfigurado pela violência da escrita.» António Guerreiro, Ípsilon/Público (sobre Clavicórdio ) « Que bom ler o que é bom. […] Cada vocábulo deixa cair na dose certa água sóbria para a palavra seguinte, e aqui estamos, com essa delicadeza, avançando nos versos com os olhos em caminho meticuloso entre pedras; ninguém cai, mas tudo o que treme merece não estar quieto. Tremer em sítios novos, eis o que certos raros e fortes versos permitem.» Gonçalo M. Tavares, Jornal de Letras (sobre Canina ) « De vez em quando, muito de longe a longe, um milagre. Aconteceu-me com a prosa de Andreia C. Faria.» Carlos Vaz Marques (sobre Canto do aumento ) « Esta obra é a de um corpo que se consuma no seu processo de escrita. Que se oferece à alegria possível de conhecer a matéria de que somos feitos. Andreia C. Faria é uma voz de rara consciência, honestidade e alegria desarmante no panorama literário português.» Sandra Guerreiro Dias, Colóquio/Letras (sobre Alegria para o fim do mundo ) « Os poemas de Andreia C. Faria fazem do evidente o menos esperado, e do já visto uma possibilidade de surpresa e instigação.» Hugo Pinto Santos, Ípsilon/Público (sobre Canina ) « Provavelmente desde Luís Miguel Nava que não surgiam imagens tão viscerais na poesia portuguesa.» José Mário Silva, Expresso (sobre Canina ) Ler mais Ler menos