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De Profundis - EDICIONES
1 edición

De Profundis
Editorial: relogio_dagua
ISBN: 978-98-9783-670-1
ISBN sin guiones: 9789897836701
Tipo de cubierta: Softcover
Páginas: 144
Fecha de publicación: 2026-02-18
Idioma: portugués de Portugal
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De Profundis
Primera publicación: 2026-02-18
De Profundis é uma longa carta escrita por Oscar Wilde na Prisão de Reading ao seu amante Lord Alfred Douglas. Nela, o homem que havia procurado o prazer estético inspirado nos clássicos gregos e o brilho social tira consequências da sua descoberta de que o « segredo da vida é o sofrimento». Condenado num julgamento que desencadeou e sabia perdido, perseguido pelo escândalo, abandonado por amigos, Oscar Wilde revela a sua complexa personalidade. É um texto íntimo, um monólogo dramático que permaneceu singular numa obra repartida pelo ensaio, a poesia, o teatro, o romance e os diálogos ocasionais. Oscar Wilde tinha a « virtude do encanto», como afirmou Borges. Mas foi capaz de jogar « tragicamente com o seu destino». No seu voluntário exílio em Paris, disse a Gide que quisera conhecer « o outro lado do jardim». Nascido em Dublin em 1854, Oscar Wilde morreu 46 anos depois no discreto Hôtel d’Alsace. Como escreveu Borges, « a sua obra não envelheceu; podia ter sido escrita esta manhã». SOBRE O AUTOR: Oscar Wilde nasceu a 10 de outubro de 1854. Foi o segundo filho de um casal irlandês residente em Dublin. Em 1871 recebeu uma bolsa para frequentar o Trinity College de Dublin, onde começou a construir a sua persona, com o culto dos pré-rafaelitas, as roupas de dandy e o desafio às convenções. É neste período que Wilde conhece as obras de Keats, Flaubert e Pater, embora, como disse mais tarde, já houvesse percorrido mais de metade do caminho quando os encontrou. Três anos depois está a frequentar Estudos Clássicos em Oxford. É influenciado por dois professores de Belas-Artes, John Ruskin e Walter Pater. Em 1879 já está a residir em Londres, onde se tornará conhecido pelo brilho das conversas e a frequência dos teatros. Escreve Vera ou os Niilistas, que não chega a ser representada, e em 1881 publica Poems. Em 1884, casa com Constance Lloyd, uma herdeira inteligente e culta, interessada em literatura infantil e de quem teve dois filhos. A partir de 1886, Wilde assume abertamente a sua homossexualidade. Colabora com a Pall Mall Gazette, publica O Retrato do Sr. W. H., contos como O Príncipe Feliz, e ataca o realismo no ensaio O Declínio da Mentira. Em 1891 surge O Retrato de Dorian Gray. O romance celebra o esteticismo, critica os seus riscos e aborda pela primeira vez a homossexualidade na literatura inglesa. No mesmo ano publica A Alma do Homem e o Socialismo. Em 1892, edita O Leque de Lady Windermere, o seu primeiro êxito teatral. Regressa a Paris, onde conhece Mallarmé, Schwob, e tem longas conversas com André Gide. Mas Uma Mulher sem Importância faz que até alguns dos mais renitentes lhe reconheçam o talento. E é então, no auge da sua glória, que conhece Lord Alfred Douglas, Bosie para os íntimos, vinte anos mais novo do que ele, de gostos vulgares, caprichoso e manipulador. Em apenas dois anos, Wilde é levado à falência com presentes caros, jantares requintados e viagens. É o começo do fim. Embora escreva ainda Um Marido Ideal, Uma Tragédia Florentina e A Importância de Ser Earnest, a vida criativa de Wilde começa a estiolar-se. O autor de O Declínio da Mentira vai deixar-se instrumentalizar pelo seu amante no conflito que o opõe ao pai, John Sholto Douglas, marquês de Queensberry. Em 1895, por instigação de Alfred, Wilde toma a iniciativa de um processo judicial contra Sholto. Ganha o primeiro processo, de que sai, no entanto, relacionado com « atos de grave indecência». O desfecho de um terceiro julgamento é a sua condenação a dois anos de trabalhos forçados. É na prisão que escreve De Profundis. Libertado, abandona imediatamente Inglaterra, adota o nome de Sebastian Melmoth e instala-se num modesto hotel de Paris. Wilde morreu em novembro de 1900, após dois meses de doença. Diz-se que, tal como Tchékhov, de quem quase tudo o separava, pediu champanhe pouco antes de expirar, comentando: « Estou a morrer acima das minhas possibilidades.»