MEMÓRIAS PÓSTUMAS DE BRÁS CUBAS – QUINCAS BORBArelogio_dagua978-98-9641-054-49789896410544—portugués (Portugal)408Softcover
MEMÓRIAS PÓSTUMAS DE BRÁS CUBAS – QUINCAS BORBA
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- 408
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Memórias Póstumas de Brás Cubas e Quincas Borba são dois dos principais romances de Machado de Assis unidos por um personagem comum — os outros são D. Casmurro, Esaú e Jacó e Memorial de Aires. Nesta fase, a prosa de Machado de Assis (1839-1908) distingue-se pela ironia, o modo como interpela os leitores e por evitar o realismo « implacável e lógico» que ele criticou em O Crime do Padre Amaro de Eça de Queirós. Ao cepticismo distanciado de Memórias Póstumas de Brás Cubas segue- -se, seis anos depois, em Quincas Borba a credulidade romântica de Rubião, humilde professor tornado rico por herança de filósofo e perdido no Rio de Janeiro e na Corte em busca de emoções. Rubião é fascinado por Sofia e enganado pelo marido desta, Cristiano Palha, que transforma a mulher em instrumento da sua ascensão burguesa. Mas Sofia não tem a audácia de uma Bovary, nem sequer a desenvoltura da Luísa de O Primo Basílio e Rubião naufraga nas esperanças perdidas. Se Memórias Póstumas de Brás Cubas deixa um rasto de lúcida diversão que evita a tragédia, Quincas Borba mergulha na irreversível loucura do seu personagem. Rubião parece destinado a ilustrar a teoria do filósofo Quincas Borba, resumida na frase: ao vencedor, as batatas. Neste romance cuja acção decorre entre 1867 e 1870 são visíveis os reflexos dos acontecimentos da época, desde a guerra do Brasil com o Paraguai ao esplendor e queda de Napoleão III, com quem Rubião se identificaria.
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