# Filho da mãe

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- Libro: [Filho da mãe](https://www.archivodelibros.es/hugo-goncalves/pt/filho-da-mae) ([Filho da mãe.md](https://www.archivodelibros.es/hugo-goncalves/pt/filho-da-mae.md))
- Autores: [Hugo Gonçalves](https://www.archivodelibros.es/hugo-goncalves)
- Editorial: companhia_das_letras
- ISBN: 978-98-9784-535-2
- Páginas: 240
- Publicación: 2022-03-01
- Idioma: pt_PT
- Encuadernación: Softcover

## Descripción

Plano Nacional de Leitura Literatura – 15-18 anos – Maiores de 18 anos Perto de fazer quarenta anos, Hugo Gonçalves recebeu o testamento do avô materno dentro de um saco de plástico. Iniciava-se nesse dia uma viagem, geográfica e pela memória, adiada há décadas. O primeiro e principal destino: a tarde em que recebeu a notícia da morte da mãe, a 13 de Março de 1985, quando regressava da escola primária. Durante mais de um ano, o escritor procurou pessoas e lugares, resgatando aquilo que o tempo e a fuga o tinham feito esquecer ou o que nem sequer sabia sobre a mãe. Das férias algarvias da sua infância aos desgovernados anos de Nova Iorque, foi em busca dos estilhaços do luto a cada paragem: as cassetes com a voz da mãe, os corredores do hospital, o colégio de padres, uma cicatriz na perna, o escape do amor romântico, do sexo e das drogas ou uma road trip com o pai e o irmão. Sem saber o que iria encontrar na viagem, o autor percebeu, pelo menos, uma coisa: quem quer escrever sobre a morte acaba a escrever sobre a vida. Esta é uma investigação pessoal, feita através do ofício da escrita, sobre os efeitos da perda na identidade e no caráter. É um relato biográfico — tão íntimo quanto universal — sobre o afeto, as origens, a família e as dores de crescimento, quando já passámos o arco da existência em que deixamos de fantasiar apenas com o futuro e precisamos de enfrentar o passado. É também, inevitavelmente, uma homenagem à figura da mãe, ineludível presença ou ausência nas nossas vidas. Finalista dos Prémios Literários PEN Clube e Fernando Namora. Os elogios da crítica: « Não há muitos livros assim nas letras portuguesas, que não escondem os seus propósitos nem temem a sua exposição. Narrativa que cativa, enérgica, intensa, sempre em movimento entre o passado e o agora.» Visão « Um livro perturbador, que fica colado à pele do leitor, escrito sem concessões.» Fernando Alves, TSF « Uma obra-prima. Escrito como um rio de palavras justas e com um tom encantatório.» António Pedro Vasconcelos « Uma obra pessoalíssima, na primeira pessoa até ao tutano, é um livro em que me revi ao virar de muitas páginas – revi experiências e silêncios, a dor da perda e o mistério da memória, revi o tempo e o país em que cresci, nessa primeira metade dos anos 80, quando Portugal já não queria ser o que havia sido mas ainda não era o que nem imaginava que viria a ser.» Filipe Santos Costa, Expresso « O luto em três atos , capítulo no meio deste texto que rasga os géneros, é das coisas mais dilacerantes e belas algum dia escritas para qualquer um que tenha perdido alguém. Da dureza da idade adulta às recordações mais distantes, atravessando os trinta e três anos desde a morte da sua mãe, Gonçalves constrói, sobre a sua história verdadeira, uma fábula acerca do sentido do amor e da perda, levando-nos a crer e querer o miúdo que, a meio da noite, se põe a rezar para fazer ‘recuar o tempo’.» — João Tordo Ler mais Ler menos