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Bartleby, ou da contingência seguido de Bartleby, o escrevente - EDICIONES

1 edición

Bartleby, ou da contingência seguido de Bartleby, o escrevente

Bartleby, ou da contingência seguido de Bartleby, o escrevente

Editorial: grupo_autentica

ISBN: 978-85-8217-517-0

ISBN sin guiones: 9788582175170

Tipo de cubierta: Softcover

Páginas: 112

Fecha de publicación: 2015-03-24

Idioma: portugués de Brasil

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Bartleby, ou da contingência seguido de Bartleby, o escrevente
Perfil del libro
🌐 portugués

Bartleby, ou da contingência seguido de Bartleby, o escrevente

Primera publicación: 2015-03-24

Publicado na Itália, dois anos antes do primeiro volume de <i>Homo Sacer: o poder soberano e a vida nua</i> (1995), este pequeno texto de Agamben poderia ter sido completamente ofuscado pela proximidade com o livro mais conhecido do filósofo italiano, não fosse Bartleby um dos personagens mais insistentes em sua obra e a categoria de potência, aqui longamente desenvolvida, a mais importante de todo o seu pensamento. Em <b><i>Bartleby, ou da contingência</i></b>, publicado na Itália em 1993, Agamben pretende que, mais do que uma zona de indiscernibilidade entre o sim e o não, o preferível e o não preferido, a figura de Bartleby e a sua fórmula desconcertante abrem, sobretudo, uma zona de indiscernibilidade entre a potência de ser (ou de fazer) e a potência de não ser (ou de não fazer).<br><br>Esta publicação da Autêntica traz também o conto de Herman Melville que inspirou o texto de Agamben: <i>Bartleby, o escrevente: uma história de Wall Street</i>; com tradução de Tomaz Tadeu, feita especialmente para esta edição. Herman Melville, escritor, poeta e ensaísta norte-americano, alcançou grande popularidade após sua morte. Ficou conhecido especialmente pelo romance <i>Moby Dick</i> e por <i>Bartleby</i>. Este, publicado pela primeira vez em 1853 e considerado precursor do movimento existencialista na literatura, retrata a história de um escrevente que deixa de escrever. Narrado por seu patrão, um bem-sucedido e prudente advogado de Nova York, o conto relata como Bartleby passa a se recusar a fazer tudo o que ele pede, pois 'preferiria não fazê-lo'. A recusa de Bartleby é, no texto de Agamben, entendida não como indiferença, mas como possibilidade de uma potência. O 'poder de não fazer algo' revela uma postura ético-política essencial para compreensão dos desafios da contemporaneidade, em que somos instados a fazer, produzir, agir em conformidade com normas e preceitos. A ideia de uma 'potência de não', que faria fortuna no pensamento posterior do filósofo italiano, já está aqui claramente delineada, neste que é, seguramente, um dos mais belos ensaios do filósofo italiano.