alfaguara978-98-9589-097-297898958909722025-10-01portugués (Portugal)256Softcover
A nossa hora
- 2025
- primera publicación
- 256
- páginas
- portugués
- idioma
- 1
- edición
Em 2023, a recuperar ainda de uma cirurgia cardíaca, Faciolince aceitou o convite para participar numa feira do livro na Ucrânia. Cumpridos os compromissos literários, o grupo com que seguia decidiu deslocar-se a uma das cidades mais próximas da linha da frente, para testemunhar em primeira mão os horrores da invasão russa. Não imaginavam, então, quão de perto iriam viver a tragédia da guerra. Na véspera do regresso, num restaurante em Kramatorsk, Faciolince e os seus companheiros de viagem sofreram um golpe inominável: um míssil russo com seiscentos quilos de explosivos caiu no centro da cidade, matando treze pessoas e ferindo mais de sessenta. Uma das vítimas mortais foi a escritora ucraniana Victoria Amélina, guia e companheira da incursão ucraniana que terminou em tragédia. Minutos antes, Faciolince acabara de trocar de lugar à mesa com ela. Este livro é o relato dessa história, no tom pungente e brutalmente honesto que caracteriza o melhor da literatura deste autor: a indignação diante da morte de um inocente; a culpa e o espanto dos sobreviventes; e o incómodo e fortuito acaso de escapar à morte uma vez mais. Um relato que se transforma numa reflexão desarmante sobre a fragilidade da vida. Os elogios da crítica « Um dos escritores fundamentais da língua espanhola.» Javier Cercas, El País « Memorável e necessário.» Leonardo Padura, El País « Testemunho arrepiante de culpa e responsabilidade, denúncia dos crimes do expansionismo russo e homenagem à escritora cuja vida foi interrompida em seu lugar. Não se trata de um livro circunstancial, mas de uma imersão na fragilidade humana, que possui valor duradouro e produz um efeito catártico.» Babelia « Uma obra-prima […] Um livro que, sem dúvida, perdurará no tempo e vencerá o esquecimento.» ABC Cultural « Aconteça o que acontecer, este livro permanecerá, testemunha fiel de uma época e um delírio. Escrever para não esquecer.» Cadena SER «[Héctor Abad] explora os horrores da guerra, a violência, o que é sobreviver a uma tragédia. Impressionou-me muitíssimo.» Julia Navarro « O que vou lendo de Héctor Abad Faciolince guardo como migalhas de pão esféricas, polidas e luminosas para quando tiver de atravessar a grande floresta da noite.» Manuel Rivas « Nenhum livro de Héctor Abad Faciolince acontece fora da vida. Ainda que dissequem o luto, a perda ou o medo, agarram-se à vida.» Karina Sainz Borgo « Um dos romancistas mais reverenciados da América Latina.» The Guardian Ler mais Ler menos
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