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Fragmentos - EDICIONES

1 edición

Fragmentos

Fragmentos

Editorial: relogio_dagua

ISBN: 978-98-9783-559-9

ISBN sin guiones: 9789897835599

Tipo de cubierta: Softcover

Páginas: 72

Fecha de publicación: 2025-04-09

Idioma: portugués de Portugal

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Fragmentos
Perfil del libro
🌐 portugués

Fragmentos

George Steiner

Primera publicación: 2025-04-09

A descoberta fictícia de um pergaminho carbonizado nas ruínas da antiga cidade romana de Herculano leva Steiner a interpretar o texto original, atribuído a Epicarno de Agra. E desse modo dá-nos uma síntese das suas preocupações essenciais e da sua visão do mundo. Steiner reflete sobre a eloquência do silêncio (aquilo que não é expresso na poesia e na filosofia), as virtudes da amizade em comparação com as intensas mas efémeras do amor, sobre o potencial da educação e a raridade do talento, a realidade ontológica do mal, a omnipotência do dinheiro, os perigos da religião e a transcendência da música. Estes aforismos luminosos, na tradição de Heraclito, podem ser lidos como outros tantos fragmentos de um autorretrato. No final, Steiner aborda a questão do envelhecimento. O tempo de vida tem aumentado, mas muitas vezes a decadência das capacidades físicas conduz o ser humano à indignidade. Steiner elogia o suicídio e a eutanásia como caminhos difíceis mas possíveis para a liberdade. “As ideias de Steiner revelam imparcialidade, seriedade, erudição sem pedantismo e um charme sóbrio.” [The New Yorker] “George Steiner é talvez o último humanista. O seu pensamento, não isento de paradoxos e indefinições, revela uma enorme ternura, não apenas pela nossa espécie como um todo, mas pela pessoa. Pelo milagre irrepetível de cada ser humano.” [El Cultural] SOBRE O AUTOR: George Steiner é considerado um herdeiro de Sócrates no século xx. Nasceu em Paris, em 1929, partindo com a família para Nova Iorque no início dos anos 40 para escapar ao nazismo. Obteve a sua licenciatura em Letras na Universidade de Chicago em 1948. Em 1950, concluiu o mestrado na Universidade de Harvard, onde recebeu o Bell Prize in American Literature. De 1950 a 1952, foi bolseiro da Fundação Cecil Rhodes na Universidade de Oxford, onde se doutorou. Juntou-se à redação do The Economist, em Londres, sendo depois membro do Institute for Advanced Study, em Princeton. Em 1959, recebeu o prémio O. Henry Short Story. Foi professor de Inglês e Literatura Comparada na Universidade de Genebra de 1974 a 1994 e membro da Churchill College em Cambridge a partir de 1969. Foi também professor de Literatura Comparada na Universidade de Oxford e professor de Poesia em Harvard. Colaborou na The New Yorker, no The Times Literary Supplement e no The Guardian. Faleceu em Cambridge, em 2020.