Como funciona a arte de contar histórias? O que faz uma boa história? Até onde pode ir a digressão numa narrativa? Foi num período de aguda crise criativa que Daniel Mendelsohn refletiu sobre essas questões, revisitando não só a história do errante Ulisses, mas também três escritores unidos pelo exílio e pela ancestral técnica literária da composição em anel. São eles Erich Auerbach, o judeu filólogo que fugiu da Alemanha nazi para escrever o seu monumental estudo sobre a literatura ocidental, Mimesis , em Istambul; François Fénelon, o arcebispo francês do século XVII, cuja engenhosa sequela da Odisseia , As Aventuras de Telémaco , ditou o seu desterro; e o romancista alemão W. G. Sebald, autoexilado em Inglaterra, cujas narrativas distintamente sinuosas exploram temas de deslocamento, nostalgia e separação. Conjugando memória pessoal, biografia e crítica literária, Daniel Mendelsohn explora, neste seu último e premiado ensaio, os misteriosos elos que ligam a aleatoriedade do nosso destino com a arte de o transformarmos em matéria ficcional, prestando uma homenagem aos mundos grego e judeu, e à capacidade infinita de metamorfose da Literatura. Os elogios da crítica: « Três Anéis têm ecos de Jorge Luis Borges, Italo Calvino, Walter Benjamin e Hannah Arendt. É um livro brilhante, honesto, doloroso e comoventemente humano.» — The Times Literary Supplement « Livro após livro, Mendelsohn confirma o seu estatuto de sucessor de George Steiner no panorama cultural.» — Livres Hebdo Ler mais Ler menos