« Será que não conseguem ver através da minha pele, será que não conseguem ver que não valho nada?» Notas de um velho nojento mostra-nos Bukowski como ele é (ou como ele queria que o leitor pensasse que ele era). É certo que os leitores de Bukowski sabem que a sua obra é o seu autor, mas nestes textos autobiográficos, publicados desde 1967 no jornal Open City , temos um Bukowski ainda mais inteiro, menos filtrado, mais visceral. Quase sempre bêbedo, quase sempre falido, quase sempre à procura de uma mulher, Bukowski calcorreia as ruas da América pobre e marginalizada, habitada por figuras como Jack Kerouac, William Burroughs e um sem fim de personagens à deriva. Apontamentos crus e honestos que deixam o leitor à beira do desespero. Retratos implacáveis da outra cara do sonho americano. Instantâneos de uma vida desregrada e desolada, que sublinham a beleza e fragilidade do que andamos aqui a fazer. É difícil sair desta leitura intocado. E quase impossível, se gostamos de Bukowski, não ficar a gostar ainda mais deste « velho nojento». Sobre a obra de Charles Bukowski: « Desde Orwell que a condição do miserável não era tão bem retratada.» The New York Times « Ele trazia todos de volta à Terra. Até os anjos.» Leonard Cohen « Um daqueles escritores que cada novo leitor descobre com um entusiasmo transgressivo.» The New Yorker « Bukowski escreve como um sábio louco; fala das entranhas, sobre a futilidade e a beleza da vida.» Publishers Weekly « Numa época de conformidade, Bukowski escreveu sobre aqueles que ninguém quer ser: os feios, egoístas, solitários e loucos.» The Observer « Há uma aspereza muito real nas personagens dos romances de Bukowski.» The New York Times Review of Books « Um laureado da vida marginal americana.» Time « Um agitador profissional… representante da marginalidade de Los Angeles… Bukowski escreve, com uma insistência louca e romântica, que os falhados são menos falsos que os vencedores. E fá-lo com uma intensa compaixão pelas almas perdidas.» Newsweek « O que acontece com Bukowski é que, quando lemos o que tem para dizer, ele tem razão.» Sean Penn « Nas suas respectivas gerações, Wordsworth, Whitman, William Carlos Williams e os Beats aproximaram a poesia de uma linguagem mais natural. Bukowski foi ainda mais longe.» Los Angeles Times Book Review « Divertido, mordaz, observador, inteligente nos apontamentos e honesto.» Times Literary Supplement Ler mais Ler menos