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Os Paraísos Artificiais e Outros Textos - EDICIONES

1 edición

Os Paraísos Artificiais e Outros Textos

Os Paraísos Artificiais e Outros Textos

Editorial: relogio_dagua

ISBN: 978-98-9641-952-3

ISBN sin guiones: 9789896419523

Tipo de cubierta: Softcover

Páginas: 208

Idioma: portugués de Portugal

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Os Paraísos Artificiais e Outros Textos
Perfil del libro
🌐 portugués

Os Paraísos Artificiais e Outros Textos

SOBRE A OBRA: No mundo das alucinações provocadas pelo haxixe, os objetos exteriores assumem aparências monstruosas, desconhecidas. Depois transformam-se, deformam-se e por fim entram naquele que os imagina, ou então é este que tem a sensação de neles entrar. Sucedem-se os equívocos e as ideias inexplicáveis, os sons têm cor, as cores tornam-se musicais. Como diz Baudelaire, « Quero provar que os descobridores de paraísos fazem o seu inferno, preparam-no, cavam-no com um sucesso cuja previsão talvez os atemorizasse.» Além de Os Paraísos Artificiais e Do Vinho e do Haxixe, de Baudelaire, este livro contém O Cachimbo de Ópio, O Haxixe e O Clube dos Comedores de Haxixe, de Théophile Gautier. SOBRE O AUTOR: Baudelaire nasceu em Paris a 9 de Abril de 1821, filho de François Baudelaire, então com 62 anos, e da jovem Caroline. Após a morte do marido em 1827, esta desposou o comandante Aupick, mais tarde general e embaixador francês em Espanha, com quem Baudelaire cedo se incompatibilizaria. Após a conclusão dos estudos secundários em 1839, Baudelaire, que se revelara um leitor compulsivo de « obras modernas», dedica-se a uma vida boémia e à escrita de poemas. Em 1850, conhece Nerval e Balzac e relaciona-se com Sarah, uma prostituta judia. Ao atingir a maioridade reivindica a herança paterna, consome ópio e haxixe (experiência que está na origem de Os Paraísos Artificiais) e relaciona-se com atriz Jeanne Duval. Em 1844, os seus bens são interditados judicialmente pela família. Baudelaire escreve em revistas literárias e aproxima-se dos românticos que evoluem para o esteticismo com Théophile Gautier, e dos realistas. Em 1846, publica Salão de 1846, onde elogia Delacroix, e no ano seguinte a novela Fanfarlo. Participa na luta revolucionária nas barricadas de Paris em 1848 e sente-se próximo dos socialistas utópicos. A partir de 1852, saem várias traduções suas de Poe em revistas. A 25 de Junho de 1857 é posto à venda o volume com cem poemas de As Flores do Mal. Le Figaro denuncia a imoralidade da obra, que será confiscada. 1861 é o último ano de intensa criação para Baudelaire, apesar das frequentes manifestações de sífilis. Edita a segunda edição de As Flores do Mal com trinta e cinco novos poemas e estudos sobre Wagner e Victor Hugo. Em 1863, Le Figaro publica O Pintor da Vida Moderna, escrito em 1856-1860, e La Revue nationale publica Poemas em Prosa. A 7 de Fevereiro de 1865, Le Figaro edita O Spleen de Paris. Mallarmé e Verlaine elogiam Baudelaire, que morre a 31 de Agosto de 1867, sendo sepultado no cemitério de Montparnasse.