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O Spleen de Paris - EDICIONES
3 ediciones

O SPLEEN DE PARIS
Editorial: relogio_dagua
ISBN: 978-97-2708-139-4
ISBN sin guiones: 9789727081394
Tipo de cubierta: Softcover
Páginas: 147
Idioma: portugués de Portugal

O Spleen de Paris
Editorial: relogio_dagua
ISBN: 978-98-9783-203-1
ISBN sin guiones: 9789897832031
Tipo de cubierta: Softcover
Páginas: 296
Idioma: portugués de Portugal

O SPLEEN DE PARIS
Editorial: relogio_dagua
ISBN: 978-97-2708-985-7
ISBN sin guiones: 9789727089857
Tipo de cubierta: Softcover
Páginas: 144
Idioma: portugués de Portugal
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O Spleen de Paris
Esta é uma nova tradução de Le Spleen de Paris, de Charles Baudelaire, obra editada em 1869, dois anos depois da morte do poeta, que a concebeu como uma série complementar de Les Fleurs du Mal. Os poemas em prosa de O Spleen de Paris procuram captar e decifrar o tumulto e a melancolia da moderna vida urbana, feita de profundas transformações na geografia humana e na expressão da sensibilidade, prestando uma especial atenção aos excluídos do progresso, em que o próprio poeta se revê. Para Baudelaire, o poeta é o « solitário dotado de uma imaginação activa, sempre viajando através do grande deserto de homens», tendo « um objectivo mais alto que o de um puro flâneur, um objectivo mais geral, que não o prazer fugidio da circunstância». Ele procura mostrar os versos e reversos da « modernidade», articulando beleza estética e violência simbólica, e tendo sempre em mente um desígnio maior: « extrair a beleza do Mal», o ouro da lama, « o eterno do transitório». [Jorge Fazenda Lourenço] SOBRE O AUTOR: Baudelaire nasceu em Paris a 9 de Abril de 1821, filho de François Baudelaire, então com 62 anos, e da jovem Caroline. Após a morte do marido em 1827, esta desposou o comandante Aupick, mais tarde general e embaixador francês em Espanha, com quem Baudelaire cedo se incompatibilizaria. Após a conclusão dos estudos secundários em 1839, Baudelaire, que se revelara um leitor compulsivo de « obras modernas», dedica-se a uma vida boémia e à escrita de poemas. Em 1850, conhece Nerval e Balzac e relaciona-se com Sarah, uma prostituta judia. Ao atingir a maioridade reivindica a herança paterna, consome ópio e haxixe (experiência que está na origem de Os Paraísos Artificiais) e relaciona-se com atriz Jeanne Duval. Em 1844, os seus bens são interditados judicialmente pela família. Baudelaire escreve em revistas literárias e aproxima-se dos românticos que evoluem para o esteticismo com Théophile Gautier, e dos realistas. Em 1846, publica Salão de 1846, onde elogia Delacroix, e no ano seguinte a novela Fanfarlo. Participa na luta revolucionária nas barricadas de Paris em 1848 e sente-se próximo dos socialistas utópicos. A partir de 1852, saem várias traduções suas de Poe em revistas. A 25 de Junho de 1857 é posto à venda o volume com cem poemas de As Flores do Mal. Le Figaro denuncia a imoralidade da obra, que será confiscada. 1861 é o último ano de intensa criação para Baudelaire, apesar das frequentes manifestações de sífilis. Edita a segunda edição de As Flores do Mal com trinta e cinco novos poemas e estudos sobre Wagner e Victor Hugo. Em 1863, Le Figaro publica O Pintor da Vida Moderna, escrito em 1856-1860, e La Revue nationale publica Poemas em Prosa. A 7 de Fevereiro de 1865, Le Figaro edita O Spleen de Paris. Mallarmé e Verlaine elogiam Baudelaire, que morre a 31 de Agosto de 1867, sendo sepultado no cemitério de Montparnasse.